Qualidade de Vida x Longevidade

Qualidade de Vida x Longevidade

A expectativa de vida do brasileiro passou de 75,8 anos para 76 anos de 2016 para 2017, um aumento de três meses e 11 dias. O dado é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o estudo, a expectativa de vida dos homens está em 72,5 anos em 2017, enquanto a das mulheres foi de 79,6 anos.

Nos últimos 77 anos a expectativa de vida do brasileiro aumentou 30,5 anos. Segundo o IBGE, em 1940 a expectativa de vida era de 45,5 anos, sendo 42,9 anos para homens e 48,3 anos para mulheres.

Já sabemos que a expectativa de vida está aumentando, mas como está a qualidade de vida do povo brasileiro?

Dra. Maitê e Dr. Pedro participaram de um Congresso na Universidade Harvard em Boston no mês de maio de 2019 e comprovaram, pelas pesquisas realizadas, que os últimos 15 anos de vida de uma pessoa, normalmente, ela vive doente.

Baseado nesse fato, o que poderemos fazer para mudar essa estatística e vivermos mais tempo, mas ao mesmo tempo termos uma melhor qualidade de vida.

Harvard, adota 6 pilares para uma melhor qualidade de vida que devem ser incorporados no seu dia-a-dia o mais breve possível e ser encarado como uma mudança de estilo de vida e não como uma dieta ou algo que seja feito de modo temporário.

O primeiro deles seria do que nos alimentamos. A comida mais saudável é aquela derivada de plantas, com menos produtos industrializados e processados, preferência aquela comida chamada “de verdade”. É só excluir a imitação de comida, basear a alimentação nos alimentos que vêm da natureza e transformá-los em refeições gostosas na cozinha da sua casa. Esqueça o que você aprendeu na escola sobre pirâmide alimentar e pare de ficar pensando na quantidade de calorias dos alimentos quando vai escolher o que vai comer. Para ter refeições mais saudáveis, o segredo é seguir uma regra simples: mais comida de verdade e menos processados e ultra processados no prato. Dados da Organização Mundial de Saúde indicam que 13% da população do mundial está acima do peso. No Brasil, esse porcentual é de 52,5%, de acordo com a última pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), do Ministério da Saúde.

O segundo seria a prática regular de atividade física. Esta deve ser praticada por 150 minutos por semana, algo que te faça feliz, te estimule a sorrir, assim vai liberar endorfinas internas, que são os neurotransmissores do bem-estar e já passamos por o outro item de maneira automática e sorridente.

O terceiro item, o manejo do estresse. Além do exercício que se estiver praticando algo que te de prazer vai diminuir o estresse, pratique algo que acalme a sua mente, que anda muito acelerada. Escolha algo que não seja difícil e não demande muito tempo e nem muito custo, como: meditação, mindfulness, um mantra, uma oração. Pratique essa atividade em um local tranquilo, geralmente em casa, valorizando o silêncio e o autoconhecimento.

O quarto item, melhorar a qualidade do sono. “Dormiu bem hoje?”. De tão corriqueira na beira da cama, essa pergunta mal desperta nossa atenção. Um relatório de janeiro deste ano, realizado pela Fundação Nacional do Sono, dos Estados Unidos, valeu-se da opinião de especialistas para apontar os principais indicativos de que um adulto está dormindo mal. São quatro: demorar mais de uma hora para cair no sono, acordar (mesmo que brevemente) quatro ou mais vezes durante a noite, passar menos de 74% do tempo deitado na cama dormindo, ficar mais de 41 minutos acordado no meio da noite. A qualidade do sono está diretamente ligada à qualidade de vida do ser humano. Enquanto dormimos, nosso organismo realiza funções extremamente importantes: fortalecimento do sistema imunológico, secreção e liberação de hormônios, consolidação da memória, entre outras. As consequências de um sono de má qualidade vão de estresse e ansiedade, a curto prazo, a complicações cardiovasculares após alguns anos.

O quinto item, seria evitar o abuso de substâncias como álcool e cigarro, que irão deteriorar a qualidade de vida da pessoa. O consumo constante e progressivo de bebidas alcóolicas pode ter consequências significativas ao organismo incluindo dependência física, lesão dos órgãos (principalmente fígado, estômago e cérebro) e elevação da pressão sanguínea e os danos por vezes chegam a ser irreversíveis. Reconhecer que o álcool está causando problemas e que é necessária ajuda médica é fundamental para uma boa recuperação. O alcoolismo é uma doença que pode ser tratada, mas é preciso muita força de vontade por parte do dependente para evitar voltar a consumir bebida alcoólica, ou seja, as recaídas. O tipo de tratamento irá depender da gravidade de cada caso. O tabagismo é a dependência psicológica e química decorrente do consumo constante das substâncias presentes no tabaco como a nicotina e o alcatrão. A fumaça do cigarro possui mais de quatro mil substâncias tóxicas e segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o vício de fumar é o principal responsável pela causa de morte evitável do mundo.

O sexto item, seriam as relações sociais saudáveis.  Cada vez mais pesquisas têm, no entanto, destacado o papel positivo dos bons relacionamentos sobre a saúde, além dos problemas associados a uma vida solitária. Uma série de pesquisas aponta que relações sociais contribuem para diminuir o sofrimento em meio ao estresse. A presença de alguém próximo atenua a aceleração dos batimentos cardíacos e o aumento da pressão sanguínea, que geralmente ocorre em situações difíceis. Outros testes apontaram que o apoio verbal de um parceiro romântico nesse tipo de situação correspondeu a uma produção menor de cortisol, um hormônio associado ao estresse. Além disso, pessoas com apoio social têm cotidianamente taxas mais baixas deste hormônio, e são menos suscetíveis a infecções e doenças no geral. Há trabalhos que apontam que, quando pessoas se sentem mais aceitas e compreendidas em suas interações sociais, elas afirmam sofrer menos sintomas físicos negativos e mais vitalidade e satisfação com a própria vida. Um número crescente de estudos indica também que o contato físico em especial tem efeitos positivos, levando a uma diminuição dos níveis de cortisol, por exemplo.

Comer comidas saudáveis, praticar esportes e evitar uso moderado de drogas são hábitos frequentemente associados a uma saúde melhor. Vamos fazer a nossa parte e hoje mesmo pensar em algo e agendar a data para colocar em prática uma mudança do estilo de vida para agregar uma maior qualidade de vida a esse tempo que estamos vivenciando, recomenda a Dra. Maitê.

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